A Polícia Militar de Rondônia passa por uma mudança em sua cúpula após decisão do governador Marcos Rocha (UB), que determinou nesta quarta-feira (14) a saída do coronel Régis Braguin do comando-geral da corporação. A exoneração deve ser oficializada por meio do Diário Oficial do Estado.
A alteração ocorre em um momento de forte exposição pública do nome de Braguin, que, além da atuação à frente da PM, vinha sendo citado em articulações políticas para as eleições de 2026. Em 2025, o coronel foi procurado por dirigentes nacionais do Partido Novo, que demonstraram interesse em sua eventual participação no próximo pleito, inclusive em disputas majoritárias no estado.
Trajetória dentro da corporação
Antes de ganhar projeção fora do meio militar, Braguin construiu uma carreira singular dentro da Polícia Militar. Ele entrou na instituição como soldado e percorreu todas as etapas da hierarquia até chegar ao posto mais alto, tornando-se o primeiro comandante-geral da história da PM de Rondônia com esse percurso completo.
Durante sua gestão, iniciada em julho de 2023, o comando da PM priorizou ações de enfrentamento ao crime organizado, com operações de grande repercussão. O período também marcou sua eleição para a presidência da Regional Norte do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais, fórum que reúne chefes das polícias militares da região Norte para integração de estratégias de segurança.
Pressões e repercussões recentes
Apesar do respaldo de parte da tropa e de segmentos da sociedade, o nome do coronel passou a ser alvo de questionamentos nos últimos meses. O tema ganhou força após debates realizados na Assembleia Legislativa de Rondônia, onde parlamentares levantaram acusações envolvendo questões pessoais e possíveis infrações administrativas, o que ampliou a pressão política em torno de sua permanência no cargo.
Esses episódios passaram a influenciar o ambiente institucional e aceleraram as discussões sobre mudanças no comando da Polícia Militar.
Quem assume a PM
Com a saída de Braguin, o coronel Glauber Souto, atual subcomandante-geral, assume a chefia da corporação de forma temporária. Enquanto isso, o governo estadual avalia quem será nomeado de maneira definitiva.
Entre os nomes citados nos bastidores estão o próprio Glauber Souto e o coronel Robinson Brancalhão da Silva, que atualmente responde pelo Comando Regional de Policiamento I. Até o momento, o Palácio Rio Madeira não confirmou oficialmente a escolha.

